
Quando Hellen nasceu eu tive alguns problemas para amamenta-la, problemas estes que eu jamais pensei que pudesse ter, já que sou fonoaudióloga, estudiosa da amamentação e fiz vários cursos a respeito, inclusive cursos dados pelo SUS para profissionais da saúde que auxiliam mães e famílias que tem alguma dificuldade para amamentar. Estes problemas foram solucionados justamente porque procurei um banco de leite materno. Depois disto eu comecei a doar leite e o banco de leite de Blumenau ia na minha casa todas as sextas-feiras de manhã buscar meus vidros de leite materno, eram em média 3/4 vidros. Foi assim por 4 meses.
Eu era muito grata ao banco de leite pela ajuda que eles me deram e achei que doando o leite era uma forma de agradecer a ajuda, mesmo sabendo que não estava doando para o mesmo banco de leite que me ajudou.
Até hoje faço campanha para doação de leite materno e até consegui uma doadora a algumas semanas atrás. Foi uma mãe recém parida que me pediu ajuda porque tinha bico invertido, estava com a produção de leite muito grande e a filha não conseguia mamar. Ensinei a ela como ordenhar e guardar o leite e liguei para o banco de leite falando que ela gostária de ser uma doadora.
Hoje é o dia Nacional da doação de leite materno e faço campanha porque sei que este leite doado, salva a vida de muitos bebês em hospitais.
Se você conhece alguém que pode ser uma possível doadora por favor fale para ela que ela pode doar. Para fazer a doação, as mulheres devem gozar de saúde plena. Portadoras de doenças infecto-contagiosas, como a Aids, não podem doar e nem mesmo amamentar o filho. O risco de transmissão do vírus é alto. Antes da possível coleta, as doadoras têm de mostrar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por uma avaliação clínica. Também não podem beber, fumar e tomar medicamentos.
Quem doa leite não deixa faltar leite para seu próprio bebê porque quanto mais o bebê suga/a mulher ordenha, mais leite é produzido.
Quando o leite chega ao banco, passa por um rigoroso controle de qualidade. O primeiro passo é a pasteurização, que elimina bactérias e vírus. Depois disso, o alimento é congelado e submetido a um teste de controle microbiológico, para checar a efetividade da pasteurização. Só depois de aprovado nessa última fase, o leite é liberado para consumo dos bebês que estão hospitalizados e não podem ser amamentados por suas mães e em alguns casos, bebês que já estão em casa e tem a prescrição médica, que precisam do leite materno mas suas mães nao podem amamentar.
Veja aqui a lista com os enderecos dos bancos de leite no Brasil.
Veja aqui os detalhes para ser uma doadora.



